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Lei Seca intensifica ações de educação em apoio ao movimento Maio Amarelo

Andre Gomes de Melo

Por Caroline Vianna

Em apoio ao movimento Maio Amarelo, a Operação Lei Seca intensificou suas ações educativas este mês. Os agentes estão realizando diversas palestras em empresas, órgãos públicos e nas Forças Armadas com o mesmo objetivo da campanha: chamar a atenção para o grande número de mortes e feridos no trânsito.

Na semana passada, mais de 200 estudantes da Marinha do Brasil receberam a operação, no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, na Penha. A equipe, composta pelo coordenador da Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade, e três cadeirantes, falou sobre a perigosa combinação de álcool e direção e ressaltou que o problema está mais perto do que todos imaginam.

– Esse mês, através do Maio Amarelo, o mundo está voltando suas ações para um problema que impacta a vida de todos nós: o trânsito. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de mudança de hábitos. Nós sempre temos liberdade de escolhas, mas às vezes negligenciamos e nos colocamos em risco no trânsito – afirmou o coordenador da Operação Lei Seca.

Com o intuito de conscientizar os participantes, agentes cadeirantes da Lei Seca participam de palestras em instituições públicas e privadas dando depoimentos sobre suas vidas. Atualmente, 27 agentes que sofreram algum acidente envolvendo o consumo de bebida alcoólica e direção compõem a equipe da operação.

Leonardo Tavares, que é agente da Lei Seca, participou da palestra na Marinha e contou que fraturou a coluna há 12 anos, quando sofreu um acidente de carro após sair para beber com amigos. Na época, ele tinha 21 anos e voltava de carona com um amigo e o motorista, que também havia bebido, perdeu o controle do carro e capotou.

– Minha vida mudou e todos os sonhos que tinha naquela época foram deixados para trás, mas tenho sorte de estar vivo. Antes do acidente, eu não tive a oportunidade de ouvir alguém falar sobre os perigos da mistura álcool e direção. Isso não é apenas uma política pública, a nossa vida e nossos sonhos é que estão em jogo – ressaltou Leonardo.

Um grande engano é achar que beber e dirigir só pode afetar a própria vida ou a de quem está com você no carro, que assume o risco. O agente Wellington Santos, que também esteve na palestra, é a prova de que outras pessoas podem sofrer as consequências deste erro. Aos 12 anos, ele estava em uma calçada quando foi atropelado por um motorista alcoolizado.

– Passei três meses no hospital e dois anos com depressão até ter forças para reagir. Quando você faz a escolha errada, pode afetar pessoas que você nem imagina. Eu não bebi, não causei meu acidente e mesmo assim estou aqui – contou Wellington.

 

Lei Seca abordou 2,5 milhões de motoristas

Desde o início da Operação Lei Seca, há pouco mais de 8 anos, 2.505.961 motoristas foram abordados. Destes, 170.974 apresentavam sinais de embriaguez e foram retirados das ruas, evitando possíveis acidentes.

– É muito comum pensar que esse é um problema que não acontecerá com a gente. Realizamos ações de educação todos os dias, porque queremos levar essas informações para que cada um possa resolver qual caminho seguir. Às vezes, o simples ato de não dirigir quando beber ou de negar uma carona de um motorista alcoolizado pode salvar nossa vida – afirmou o coordenador da Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade.
 

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